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Hoje fala-se muito em número de mortes por COVID-19, e pouco se fala daqueles que sobreviveram e apresentam sintomas mesmo após o término da infecção.
São mais de 11 milhões de pessoas curadas da COVID-19 no Brasil e estima-se que em até 80% dos casos os pacientes sentem ao menos um dos sintomas a seguir, até quatro meses depois da infecção: fadiga crônica, falta de ar, perda de olfato e paladar, insônia, depressão, dores intensas, perda de cabelo, dificuldade de raciocínio, lesões na pele, suor em repouso, zumbido, dor toráxica, diarreia crônica e até infarto.

Enfim, sintomas não faltam para descrever o que tem sido chamado de “Síndrome Pós-Covid”, caracterizada por um ou mais desses sintomas após a fase aguda da doença, e que pode se prolongar por meses, afetando a qualidade de vida do paciente acometido pela COVID-19.

Embora seja mais relatada em casos graves, também pode ocorrer naqueles que foram acometidos de forma leve ou moderada (especialmente em pessoas do grupo de risco – obesos, diabéticos e hipertensos).

Por isso, é importante procurar um médico, cerca de 12 semanas após a fase aguda da doença, para ser examinado e identificar possíveis sequelas, apesar de cada caso ser particular e não haver um protocolo definido para obtenção dos resultados.

Acredita-se que essa síndrome seja o resultado, a longo prazo, de uma tempestade inflamatória no organismo durante a infecção, gerando uma fadiga mitocondrial (a mitocôndria é a fonte de energia do corpo), por isso a suplementação (magnésio, l-carnitina, coenzima Q10, d-ribose etc) pode ser fundamental parra corrigir esse problema. As citocinas se acumulam no sistema nervoso central ou demais órgãos e levam a um estado inflamatório crônico, bem como formações de microtrombos, gerando complicações fisiológicas e bioquímicas que causam alterações no funcionamento do organismo como alterações pulmonares, gastrointestinais e do fígado, além de manifestações renais, otorrinolaringológicas, psicológicas e dermatológicas.

Assim, mesmo que o “susto” maior tenha passado, faz-se necessário assistência médica após a fase aguda. Cuide-se.

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