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No que tange à cognição, a atenção é um dos fatores mais importantes quando estamos lidando com o paciente com dor. Se uma pessoa concentra a atenção numa situação potencialmente dolorosa, tende a sentir dores mais intensas do que o normal. Em contraste com o efeito amplificador da atenção sobre a dor, a distração pode diminuí-la ou aboli-la.
Constata-se comumente, a possibilidade de diminuir a dor, quando a atenção é voluntariamente focada noutras situações, como jogos, filmes ou livros interessantes, tem proporcionado um remédio caseiro simples para a dor. Entretanto, a distração da atenção, só é eficaz se a dor for constante ou se intensifica lentamente.
As estruturas límbicas fornecem uma base neuronal para a tendência repulsiva e para o afeto que compreende a dimensão motivacional da dor. A exemplo disso, é o deslocamento da atenção que permite, num estado de concentração absoluta, um ser humano deitar-se em uma cama de pregos e meditar, sem se aperceber do estímulo normalmente doloroso provocado pelos pregos. Permite, também, em várias culturas “primitivas” , rituais de iniciação onde indivíduos se penduram ou furam a pele com agulhas, não sentindo a dor decorrente das lesões ou andam sobre brasas incandescentes sem sofrer lesão alguma.

Foto: Matilde Pernille

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