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Automatismos são reações reflexas que surgem nas lesões graves da medula, após a fase aguda, de choque medular. Estão geralmente associadaos à espasticidade e são movimentos involuntários dos membros em flexão ou extensão.

O paciente vem informando “minhas pernas pulam do nada”, “minha perna repuxa e fica com uma câimbra muito dolorosa”, “não consigo dormir por conta das contrações e choque nas pernas”.

A intensidade da espasticidade assim como a frequência dos automatismos podem gerar incapacidade, impedindo ou dificultando a realização das atividades de vida diária como as transferências (da cadeira de rodas para o leito, carro, cadeira de banho, etc.), a troca do vestuário e o posicionamento. O grau dos automatismos pode aumentar com estímulos nociceptivos abaixo do nível da lesão como distensão vesical, infecção urinária, cálculos urinários, obstipação intestinal, úlceras por pressão, fraturas, roupas apertadas, má postura e inadequação de assento ou cadeira de rodas.

Escalas de avaliação de automatismos medulares são usadas para medir a frequência dos espasmos dos membros inferiores, por hora ou por comprometimento funcional. São elas: a Escala da Penn – escore de freqüência de espasmos; a
Escala de Lyon Universite e a Escala de reflexos tendinosos.

Foto: Andrey Samarin

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