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O pé caído nas lesões de segundo motoneurônio são pés flácidos, ou seja, sem força para fazer o movimento de dorsiflexão. Assim, durante a caminhada o paciente não consegue fazer o rolamento fisiológico do pé, que seria pisar com o calcanhar e ir rolando o pé até soltá-lo do chão para a próxima passada. Sendo assim, o paciente com pé caído levanta a perna usando a força do quadril (movimento que chamamos de báscula) e ainda assim pode arrastar a ponta dos dedos do pé, machucando e até tropeçando quando precisa acelerar a passada.

O pé caído tem múltiplas causas, tais como lesões do ciático ou lesão periférica do nervo fibular (comum ou profundo), trauma ou compressão da raiz lombossacra, entre outras. Uma anamnese detalhada e o exame clínico neurológico minucioso é capaz de diagnosticar precisamente a causa do pé caído em aproximadamente 90% dos casos. Eventualmente alguns exames de imagem ou teste eletroneuromiográfico podem ser úteis.

É necessário reabilitação com órteses ou outras tecnologias assistivas, fortalecimento muscular e treino de marcha.

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