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A capsulite adesiva, popularmente conhecida como “ombro congelado” é um quadro que se caracteriza por limitação dos movimentos e dor intensa no ombro (o doente possui dificuldade em mover o braço, como se estivesse “congelado”), e pode durar de vários meses até anos.

É um problema relativamente comum, acometendo cerca de 2 a 5% da população geral. A doença torna-se mais frequente a partir dos 55 anos, sendo rara antes dos 40 anos de idade. As mulheres são mais acometidas que os homens, principalmente a população diabética.

Provoca inflamação, fibrose, espessamento e rigidez da cápsula articular, levando à dor e à impotência funcional do ombro. A capsula, que normalmente é um tecido elástico, torna-se rígida e bastante dolorosa.

Habitualmente se resolve com tratamento não cirúrgico. Embora a resolução definitiva do quadro seja demorada, com a orientação adequada, a recuperação da mobilidade costuma ser completa. O tratamento fisioterapêutico, numa fase em que a dor já esteja controlada, baseia-se na realização de exercícios para a recuperação da amplitude normal do movimento. Este processo pode demorar entre 9 a 12 meses.

Nos casos mais resistentes, podemos recorrer à infiltrações, Mesoterapia ou a uma hidrodistensão capsular com soro fisiológico, realizada com controle de ecografia.

Naqueles casos em que a abordagem conservadora não esteja a ser eficiente, ou bem tolerada pelo paciente, poderá ser necessário recorrer a anestesia para manipulação ou tratamento cirúrgico.

A cirurgia é sempre o último recurso nestas situações e consiste numa artroscopia do ombro para fazer a distensão capsular e eventualmente capsulotomias circulares.
Como qualquer outra cirurgia, esta também não é isenta de riscos. Complicações importantes poderão ocorrer no pós operatório, sendo a mais frequente a recidiva do quadro de rigidez se a recuperação não for reiniciada o mais precocemente possível.

Foto: Misha Japanwala

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