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O uso de fórmulas prontas, engessadas, para tratar o paciente com dor crônica é um tanto controverso.

Geralmente as composições são recheadas de inúmeras medicações na tentativa de acertar todos os possíveis alvos causadores da dor e assim muitas vezes as doses das medicações ficam muito diferentes das formulações comercias.

Em geral, nessa “salada” são adicionados anti-inflamatórios não esteroidais, como por exemplo o diclofenaco, ibuprofeno, nimesulida, medicações estas que NÃO devem ser usadas de forma contínua pelos inúmeros efeitos deletérios que causam a longo prazo. São ótimas medicações para dor aguda mas devem ser evitadas na dor crônica.

Além dos anti-inflamatórios, sempre vem uma dose de relaxante muscular de estrutura triciciclica, a ciclobenzaprina, que como já foi falado em posts anteriores, causa sedação, prisão de ventre e ganho de peso. Imagina usar essa fórmula durante o dia e não trabalhar por conta do sono?

Também são associados antidepressivos, medicações fundamentais no tratamento da dor crônica, entretanto, o grande problema é que quase sempre estão em subdose, ou seja, não são capazes de tratar nem a dor e nem o humor do paciente.

A data de validade é menor e os órgãos de fiscalização não são tão exigentes quanto aos das formulações comerciais. Lembre-se: o tratamento individualizado é essencial para o eficaz tratamento da patologia. Procure o médico especialista!

Foto: Pinterest

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