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O músculo piriforme tem esse nome por ter o formato de uma pera. Situa-se no interior da pelve (bacia) e situações que provocam a sua hipertrofia e espasmo estão relacionadas ao aparecimento da Síndrome do Piriforme, que significa o encarceramento do nervo ciático pelo músculo contraído, gerando sintomas sensitivos e motores facilmente confundidos com os da hérnia discal.

Deste modo, indivíduos praticantes de atividades esportivas que requerem o uso excessivo dos músculos glúteos e do piriforme como ciclistas e corredores podem desenvolver essa hipertrofia e consequente compressão do nervo ciático. O quadro também pode ocorrer como complicação nas pessoas que ficam sentadas por longos períodos, uma vez que a pressão prolongada do peso do corpo levaria a uma sobrecarga e tensão do músculo piriforme. A síndrome é três vezes mais comum em mulheres, atingindo entre 5 a 36% dos adultos com dor lombar crônica.

Os sintomas incluem dor lombar, no quadril e na parte posterior da coxa, muitas vezes seguindo o trajeto do nervo ciático justamente por comprimi-li quando o músculo piriforme esta contraído, encurtado e tenso, piorando ao sentar ou quando o paciente fica de pé.

O tratamento depende da correção da causa e da inativação dos pontos gatilho. O reconhecimento da Síndrome do Piriforme pode evitar uma cirurgia de coluna desnecessária. Procure um fisiatra!
Foto: Prue Stent

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