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A literatura aponta uma associação entre o sofrimento físico e psicológico das condições de dor crônica e maior probabilidade de desenvolver depressão e ansiedade.

Mais de 50% dos indivíduos com dor crônica relatam sintomas clínicos de depressão; as taxas de prevalência variam entre 1,5% e 87%, dependendo do método de avaliação utilizado. Por outro lado, a depressão está associada ao maior risco de dor crônica, já que as regiões supraespinhais envolvidas no processamento emocional estão interconectadas com as envolvidas com a dor e a modulação da dor.

Os transtornos depressivos e ansiosos podem aumentar a dor, na medida em que aumentam a probabilidade de isolamento social, aumentam a atenção para a ameaça e evitam o esforço físico, compartilhando os mesmos caminhos fisiopatológico ao da dor. Eles facilitam a modulação central da resposta à dor na substância cinzenta periaquedutal, amígdala e hipotálamo, levando a uma experiência mais intensa da dor. Além disso, a depressão e a ansiedade induzem o estresse e aumentam a produção de citocinas pró-inflamatórias, o que pode aumentar a dor.

Em outras palavras, embora dor, depressão e ansiedade sejam desordens diferentes, os estudos sugerem que frequentemente ambas coexistem, pelo fato de ocorrer uma intensa atividade nas mesmas partes do cérebro, em especial, nas regiões que lidam com aprendizagem e memória.
Foto: Kyle Bean

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