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As doenças do espectro da hipermobilidade são extremamente subdiagnosticadas e ocorrem por alterações na biossíntese do colágeno, a proteina mais abundante no corpo humano.

É frequentemente encontrada em pacientes que procuram o médico especialista em dor depois de uma longa trajetória sem diagnóstico.
A dor nos pacientes hipermóveis têm caraterísticas multifatoriais: idade, sexo, peso, estilo e hábitos de vida, nutrição, atividades esportivas, micro e macro traumatismos, entretanto a própria alteração do colágeno explica sua origem. Os tecidos moles (músculos e tendões) ao redor das articulações hipermóveis estão sob tensão constante ao tentarem estabilizar as articulações “elásticas”, mas eles mesmos são frouxos e fracos e são propensos a romperem e a produzirem espasmos, levando à dor e à rigidez das articulações. Muitos desses locais dolorosos correspondem aos pontos dolorosos da fibromialgia e a hipermobilidade articular é, de fato, conhecida por predispor ao desenvolvimento (dos sintomas atribuídos) à fibromialgia, mais um motivo pelo qual o diagnóstico passa despercebido.

Após correto diagnóstico, o tratamento envolve a estabilização das articulações com treino de propriocepção, manter a musculatura resistente, condicionada, com exercícios que respeitem o arco da amplitude de movimento reduzida e fortalecimento principalmente na fase excêntrica da contração.

Foto: Irving Penn
Obrigada pelo apoio @fernandarachid (Instagram)

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