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Cinturões lombares foram inicialmente utilizados em ambientes médicos. Estes cintos, denominados “órteses”, lembram os espartilhos usados pelas mulheres no século XIX e são instrumentos aplicados externamente ao corpo com objetivo primário de restringir algum movimento.

No caso da coluna lombar, atua na diminuição da mobilidade desse segmento, auxiliando na recuperação de lesões ósseas e ligamentares, na redução da dor e na prevenção de deformidades progressivas da coluna.
Nos últimos anos, entretanto, tem havido um aumento considerável no número de trabalhadores que usam o “cinturão lombar industrial” com o intuito de evitar lesões durante o levantamento de cargas, incluindo atendentes de supermercado, bagageiros de companhias aéreas e trabalhadores de armazém.
Por ser uma novidade no local de trabalho, ainda temos poucos estudos publicados sobre a taxa de lesões entre os trabalhadores que utilizam estes cintos. Estes estudos têm falhas em seus projetos e não têm produzido um apoio suficiente a favor ou contra o uso de cinturões lombares. A NIOSH está empenhada em apoiar maiores investigações nesta área.
Assim sendo, embora os cinturões sejam rotineiramente utilizadas em muitos serviços médicos e também em muitas empresas de transporte de cargas, a sua indicação deveria ter mais cautela, dado o fato de não haver suporte científico sobre sua eficácia e, mais grave, sobre os possíveis efeitos adversos à saúde que o uso destes equipamentos podem ocasionar.

Quando utilizados a longo prazo, podem causar atrofia dos músculos estabilizadores da coluna e desse modo provocar fraqueza muscular por desuso e alteração do equilíbrio corporal.
Em apenas uma condição a imobilização é imperativa: quando o paciente apresenta instabilidade da coluna lombar, e essa condição só pode ser diagnosticada pelo médico especialista.

Foto: Paul Fuentes

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