Escolha uma Página

O paciente com dor crônica tem grande dificuldade em lidar com a fadiga e falta de energia.
Para as pessoas com quem convive e que muitas vezes precisam “ver para crer” isso se torna um tormento, pois nem sempre ele tem uma cicatriz, inchaço ou alteração visível para mostrar. O que não significa que ele não esteja em sofrimento.
ㅤㅤ
Foi baseado nisso que Christine Miserandino, portadora de Lúpus, construiu  ”A Teoria da Colher”. Ela teve a ideia ao tentar exemplificar para uma amiga, durante uma conversa em um café, como era ter Lúpus e ter que “racionar” sua energia ao longo do dia para dar conta de realizar suas atividades. 
ㅤㅤ
Ela pegou 12 colheres que estavam na mesa entregou-as à amiga e disse: “Agora imagine que você tem lúpus. Essas colheres representam a sua cota de energia ao longo do dia. E a cada atividade que precise fazer você tem tomar decisões. E escolher, cuidadosamente,  como vai “gastá-las” para não te faltar nenhuma antes do fim do dia. Quando você se levanta da cama, por exemplo, só o simples fato de levantar sentindo tanta dor e rigidez já te fez gastar uma colher. Entre tomar banho, vestir-se e se arrumar já gastou mais duas e ainda nem saiu-se casa…” Diferente de uma “pessoa normal” que não tem esse estoque tão limitado e consegue desenvolver suas atividades sem se preocupar em “poupar colheres” em alguma coisa para “gastar colheres” em outras. 
ㅤㅤ
Pode parecer simplória, mas essa teoria mostra como os portadores de lúpus, fibromialgia, entre várias outras doenças crônicas podem se sentir.

E você, o que faria se tivesse apenas 12 colheres para gastar hoje?

Share This