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A acessibilidade, o direito à saúde plena e o respeito às diferenças têm trazido momentos de reflexão na atualidade por todos aqueles que buscam respeito aos Direitos Humanos. A Medicina de Reabilitação cada vez mais se consolida como área estratégica na qualidade de vida da população.

A Fisiatria, considerada a Clínica da Pessoa com Deficiência, é uma especialidade em ascensão, desde que o sucesso na Medicina de Urgência, o aumento da expectativa de vida e o fracasso na saúde social geram um aumento expressivo nas doenças crônico-degenerativas incapacitantes.

A Medicina de Reabilitação não tem como objetivo avaliar o grau de invalidez do indivíduo, mas sim o seu potencial de capacidade, buscando reintegrá-lo social e profissionalmente. Hoje, entende-se que a Reabilitação é o alicerce para uma sociedade inclusiva.

O retorno do indivíduo à sua condição anterior pré-incapacitante, permitindo a recuperação de seu papel e status dentro da família e da comunidade, ou seja, a sua Reabilitação, é o objetivo final do Fisiatra.

Para permitir uma melhor compreensão da especialidade, vamos conceituar os eventos que ocorrem em função de uma moléstia ou trauma, que são: Lesão, Incapacidade e Invalidez.

A lesão é a denominação genérica aplicada a doenças ou traumas que irão provocar as alterações estruturais ou funcionais em um órgão ou sistema. O efeito da lesão sobre o organismo caracteriza a incapacidade.

A incapacidade pode ser definida como a expressão de uma limitação física ou mental quando colocada dentro do contexto social. A reabilitação tem interesse particular em três formas de incapacidade: Motora, Cognitiva e Dor.

Invalidez é a alteração da qualidade de vida decorrente da incapacidade. A invalidez manifesta-se pela perda da autossuficiência e/ou pela alteração das relações sociais.

 

FISIATRIA: MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO

Cada lesão irá produzir uma incapacidade proporcional à sua extensão e intensidade, porém a manifestação da invalidez não depende do grau da incapacidade e sim das características que compõem a identidade do paciente incapacitado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em torno de 10% do total da população de um país em tempos de paz, é portadora de algum tipo de deficiência e destes aproximadamente 4% são portadores de deficiências físicas incapacitantes, que é a área de atuação preponderante desse especialidade.

Kottke e colaboradores afirmam que 3 a 5% da população necessita de serviços de Reabilitação em algum período de sua vida.

 

FISIATRIA: HISTÓRICO

A Medicina Física e Reabilitação começou em meados de 1930 tratando de distúrbios músculo esqueléticos e neurológicos, mas ampliou sua área de ação após a 2ª Guerra Mundial, quando milhares de combatentes retornaram aos Estados Unidos com lesões físicas muito sérias. O trabalho de auxiliá-los a se reintegrarem às suas vidas, de modo produtivo, deu uma nova direção à especialidade. Em 1947, a Medicina Física e Reabilitação foi reconhecida pelo Conselho Nacional de Especialidades Médicas Americano.

No Brasil, a criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos é considerada o marco inicial da especialidade no pais. Porém, somente em 1954 a Fisiatria foi reconhecida como especialidade médica, com a fundação da Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação, filiada à Associação Médica Brasileira (AMB).

Atualmente, a especialidade está em franca expansão no Brasil em especial na região Sudeste, com Centros de Reabilitação especializados e muito bem-conceituados.

 

FISIATRIA / MÉTODOS TERAPÊUTICOS

O especialista em Medicina Física e Reabilitação utiliza em seu arsenal terapêutico uma série de medicações para controle da dor nociceptiva, dor neuropática, dor do membro fantasma, síndrome dolorosa miofascial, dor crônica, controle da espasticidade, dentre outros.

 

Além da terapia farmacológica, há um amplo leque de opções para procedimentos, tais como:

 

– AGULHAMENTO SECO E INATIVAÇÃO DE PONTOS GATILHOS

Agulhamento seco ou com anestésico como tratamento adjuvante da dor de origem miofascial para inativação de pontos gatilhos.

 

– TERAPIA POR ONDAS DE CHOQUE

Tratamento com ondas de alta energia que evita algumas cirurgias em pacientes com tendinites, calcificações e outras lesões.

 

– BLOQUEIOS ANESTÉSICOS

Bloqueios de nervos periféricos como o nervo supra escapular para dores no ombro, bloqueios para espinhais para dores crônicas na região lombar ou sensibilização central.

 

– MESOTERAPIA

Aplicação de medicamentos através de micro injeções múltiplas na zona a tratar, a uma profundidade de 4 a 6 mm, com doses mínimas de medicamentos (mesclas).

 

– INFILTRAÇÕES ARTICULARES

Infiltrações intra-articulares em regiões como joelho e ombro, além de viscossuplementação com ácido hialurônico no tratamento de osteoartrite.

 

– BLOQUEIOS NEUROMUSCULARES

Uso da toxina botulínica para tratamento da dor, espasticidade e distonias.

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